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Quem sente a minha dor?

Há pouco mais de quatro anos eu tento encontrar uma maneira rápida, barata, prática e eficaz de carregar meus filhos. Depois de tentar algumas opções, acabei optando pelo sling e pela kepina. Bem antes de Angelina Jolie, Julia Roberts ou Claire (em Lost), eu já carregava minhas crianças assim.

O João Marcelo foi pra kepina com pouco mais de 3 meses, o Carlos Henrique começou a ser slingado antes de um mês e a Helena com 15 dias. O sling e a kepina são uma mão na roda: me deixam razoavelmente livre e permitem andar sem carrinho por essas calçadas esburacadas e cheia de gente. Já passei por situações ridículas de pessoas querendo tirar os meninos de dentro “do saco”, ou me xingando  de desnaturada ou olhando como se eu fosse um ET, mas quer saber? Não ligo. Pra mim o sling é tão natural quanto respirar e a opinião dessas pessoas não me importa.

Não sou uma pessoa de sair em defesa da causa, qualquer que seja ela. A única causa que eu defendo com unhas e dentes é a minha. Seja em relação a parto, amamentação, comida, educação ou outras coisas relativas a mommy’s land. Eu palpito se me perguntam, mas cada um sabe de si e isso eu respeito.

Não vou colocar aqui benefícios do sling e nada disso. Tem muita informação a respeito na net e de mais a mais, quem vive a exterogestação faz isso não porque dizem que é melhor, mas porque sentem que é a única maneira correta para si e seus bebês. E também não o fazem porque é bonito, na moda e muito menos é uma forma de auto-suplício, é apenas mais uma maneira de maternagem, ouvindo e atendendo seus instintos.

Dores nas costas eu sentiria de qualquer maneira, chorar é fato quando se tem filhos. A mãe que nunca se sentiu cansada ou louca numa casa cheia de crianças (ou mesmo com apenas uma) ao invés de jogar pedras, divida o segredo ou pare de mentir. As mães normais tem momentos normais de dor e loucura, mas isso passa. Mães normais não gostam de sentir dor e e se a sentem procuram uma solução pra isso. Fato.

Por quê da violência?

Da série “Publicitários Idiotas”

Aqui em casa: a Helena está com suspeita de luxação congênita do quadril. Se a suspeita se confirmar, o médico disse que o tratamento está bem adiantado, porque a posição que ela fica no sling é a indicada para as crianças com esse problema. Mais um motivo para slingar, como se eu precisasse.

Obrigada Lu Freitas pela dica.

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