Sem categoria

Eu reciclo, e você?

Atendendo ao chamado da Ceila, aqui estou para falar sobre reciclagem.

Bem, não é segredo pra ninguém que eu moro no DF e aqui, apesar de ser a Capital, está mais atrasado que o interiorzão onde mora a minha Bisa. Em se tratando de questões ambientais então… Aff!

Começar falando que aqui as pessoas constroem casas praticamente em cima das nascentes, gastam água pra encher piscinas enormes e lavar imensas garagens (mesmo que a quantidade de água per capita esteja abaixo do recomendado pela OMS) é pouco. O que falar então que o MP teve que obrigar o GDF a ter um plano ambiental de coleta de lixo decente? Pois é… Mesmo tendo uma lei aprovada – acho que em 2006 de autoria do Deputado Chico Floresta – apenas uma ínfima parte do Distrito Federal tem coleta seletiva de lixo (apenas Asa Sul e Asa Norte) e existem cidades-satélites que nem tem coleta de lixo regular.

Desesperador esse quadro. E morando aqui a gente percebe meio que um beco sem saída. Não adianta separar em casa e saber que vai misturar tudo no caminhão. Falando nisso o lixão merece um post à parte. São apenas dois aterros oficiais para toda a área atendida pela coleta. Um foi interditado pelo MP durante um tempo pq o forno que queima parte do lixo mais contaminava o ar e o solo do que ajudava em alguma coisa – detalhe, até lixo hospitalar ia pra lá – e o outro tem uma cidade ao redor. Cresceu de tanta gente que “um certo governador” trouxe pro DF.

Diante desse quadro o que posso fazer?

Bem, separo o lixo seco do orgânico. Tem gente que trabalha de “urubu” no lixão (não sou eu que falo isso. É dessa maneira que os catadores do lixão são denominados por aqui) e eu tenho a sensação que talvez isso faça o trabalho deles menos pior. Eu também junto o óleo de alguma fritura para a minha avó fazer sabão. O pó de café também vai pra ela jogar na horta.

Em relação ao papel eu vou juntando durante um mês mais ou menos (revistas, jornais, avisos que chegam na minha caixa de correio) e dou pra um carroceiro que volta e meia passa na minha casa. Reutilizo na minha casa os potes de sorvete e margarina pros parentes levarem pra casa o resto do almoço sem se preocupar em devolver a vasilha. Os potes de vidro com tampas plásticas vão para o banco de leite. Aliás fica a dica, eles sempre precisam dessas doações.

Para o João Marcelo eu ensino que ele pode usar o papel pra desenhar dos dois lados, que a torneira não precisa ficar ligada direto ao escovar os dentes, que a água que sai da torneira da garagem não é brinquedo e que algumas coisas (tipo garrafas ou potes de sorvete) podem ser brinquedo durante um tempo. E só pq eu não tenho talento pra fazer brinquedos reciclados. Hohohohohoh

É pouco, mas é isso.

E você? Faz o quê? Sintam-se todos convidados.

Bjs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *