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Depois do Pan

Esqueça Ginástica Artística, Pólo Aquático, Judô ou qualquer outros dos esportes olímpicos. O campeonato mais difícil que eu já tive a honra de presenciar foi esse tal maternar. É inglória essa tarefa de cuidar de si, cuidar de outros e ainda se preocupar com essas bobagens.

Talvez por todas receberem a “medalha de ouro” logo no início da competição, talvez pq algumas “competidoras” são desleais mesmo. O fato é que dá dor de cabeça pensar na maneira como meus filhos vem ao mundo, o que tem nas vacinas que eles tomam e se realmente eles deveriam tomá-las.Se estão assistindo programas adequados ou se deveria simplesmente jogar a televisão fora.

Dá trabalho me preocupar se eles serão felizes e me desdobrar para que eles tenham uma infância saudável e sem atropelos; além disso, é um esforço enorme fazê-los entender que não é possível atender todas as vontades. Mesmo que eu pudesse. Ainda preciso me preocupar com babá – eu trabalho, preciso dela – com o Carlos Henrique que não quis mamar e vive resfriado e outras coisinhas.

Das minhas amigas eu fui a primeira que tive filhos. Talvez por falta de contato com outras mulheres que também eram mães eu não tive consciência logo no início dessa competição. E o pior é que não é algo do qual vc se livra. No parquinho, no shopping, no trabalho. Se vc fala que tem filho, logo tem alguém dizendo que faz assim ou assado e tem certeza que isso é melhor.

Pra fugir desse campeonato idiota que eu decidi não dar pitacos sobre esse assunto. Cada um sabe o que é bom para si. No entanto, se vc é minha amiga e me liga na hora do meu seriado favorito, provavelmente deve estar querendo a minha opinião, que por sua vez é baseada nas minhas idéias e na maneira como eu encaro a vida. Se vc pergunta, eu falo. Não pergunta não que eu falo.

Não vou cansar agora a minha meia dúzia de leitores com teorias sobre maternagem e girl power. Muito menos quero tentar convencer alguém a abraçar as minhas teorias. Sem competição.

Se me permitem um último (e único) pitaco. Ser mãe é melhor que competir para ser a melhor mãe.

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