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As Confissões de Maria Mariana

Confissões de Mãe Maria Mariana teve uma boa idéia: escreveu para as filhas o que pensa sobre a maternidade e espera que leiam no momento oportuno. É fácil falar sobre esses assuntos “no atacado”, mas para os que nos são mais chegados e queridos determinados assuntos são tabu, coisa de quem quer “se meter”; assim concordo que escrever é uma excelente saída. No livro ela fala sobre quando engravidar (o início de uma longa caminhada de aprendizados), sobre a gestação (o movimento do nascer e do morrer vibrando em sua barriga), parto (a chance de conhecer a dor em sua origem), amamentação (o melhor da festa) e vários outros assuntos da maternidade. Dá dicas sobre o trabalho de parto, shantala, a dinâmica da família quando nasce o bebê.

É um depoimento bonito, como são bonitas as cartas que escrevemos aos nossos filhos. Dá para sentir o desejo que ela teve em se fazer entender, em dar conselhos que acreditasse úteis e relevantes. Dá pra sentir o amor pelos filhos. Aí a gente vai lendo assim, sentindo esse amor até quase o fim, quando uma frase muda tudo:

A maternidade, para mim, é uma religião. A casa, o meu templo, e o filho faz o menino Jesus nascer no coração a cada instante.

Depois que li isso, algumas coisas passaram a fazer todo o sentido; normalmente as pessoas que consideram divina uma tarefa basicamente humana tendem a ser ainda mais severas com quem não compartilha da visão que elas tem.

Para mim, ser mãe é o que poderia fazer de mais humano. Gestar, parir, amamentar, lidar com todas as tarefas domésticas de maternar e com os sentimentos, anseios e frustrações me fazem ter plena consciência da minha humanidade, capacidades e limitações. Essa consciência me faz querer ser melhor. Círculo virtuoso? Talvez, mas isso funciona apenas para mim, assim como muitos conselhos dados no livro funcionam para apenas ela. Cada mãe nasce com a bagagem que a vida lhe deu e é essa bagagem que nos faz lidar melhor com nossas crianças.

Por isso eu opto por ensinar meus filhos a respeitar as escolhas das outras pessoas, mesmo que essa seja diferente da verdade em que eles vivem. Faço isso na esperança que eles possam escolher seus próprios caminhos e nisso, tenho certeza, eu e Maria Mariana concordamos.

Caso queira ler um capítulo, visite o site.

Se você quiser ganhar o livro, basta deixar um comentário neste post até o dia 15/06/2009. Se não quiser ganhar, comente também. =)

Este post é cortesia da Editora Agir e da Agência Frog.

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