Bem comportado ou bem educado?
Todos os dias faço aquele exercício de aceitar a opinião alheia. Não é fácil, muitas vezes eu me pego escorregando quando as pessoas pensam diferente do que considero correto, mas levar a sério a autodeterminação dos outros é isso. Aceitar que o diferente pode estar certo também. Nessa linha acho perfeitamente natural que algumas pessoas não tolerem alguns comportamentos de crianças. Esse micro-povo dá trabalho, come muito, faz cocô o tempo todo. Crianças são barulhentas, exigentes, obstinadas e levam tão a sério sua rotina e rituais que beira o TOC.
Mas, apesar de muitas vezes não parecer, crianças são pessoas e – PASMEM – tem sentimentos. Elas se exaltam facilmente e quando algo diferente acontece em sua rotina detona uma reação em cadeia, onde cada evento parece mais estimulante que o anterior e não é fácil prever onde isso vai acabar, mas geralmente termina em choro. Pelo fim da brincadeira, pela partida do amigo, pela voz de um adulto pedindo, nem sempre com delicadeza, para parar. Isso porque em alguns momentos, especialmente as menores, precisam ser fisicamente contidas, mas ao invés de um abraço geralmente essa contenção acontece com um tapa. #fail
Por isso eu sou a favor de manter a rotina das crianças sem grandes emoções e quando algo inesperado inevitavelmente acontece começar logo o “controle de danos”. Com os maiores conversar quase sempre funciona; explicar o que está pra acontecer, qual o comportamento que se espera deles é simples e qualquer pessoa com um vocabulário mínimo e boa vontade é capaz de convencer o micro-alguém a agir como esperado. Com as menores não tem jeito, pelo menos eu ainda não soube como fazer.
Esse blablabla é só pra dizer que achei muito deselegante (e um pouco cruel) o comentário do Luciano Huck sobre o menino do programa Lar Doce Lar do último sábado. Ele poderia ser espoleta e até chatinho, mas não concordo em expor isso em rede nacional, até mesmo antes do programa ir ao ar. Quer dar conselhos sobre a criação da criança? Faça em privado. Quer mostrar todos os momentos em que a paciência esteve no limite com o menino mexendo em tudo? Foque nos pais, que não se mostraram firmes em conter o menino. Nenhuma criança precisa ter exposto assim nenhum comportamento, bom ou ruim, até porque elas não se criam sozinhas, então não devem arcar com o ônus do mau comportamento como se a responsabilidade de saber se comportar em público fosse uma coisa natural e não adquirida.
E como diz a minha avó, língua é o chicote do corpo e o Huck tem dois filhos em casa. E eu tenho 3, melhor parar por aqui. =)
Imagem daqui.


Maysa, Brasília, Distrito Federal, Brasil, América do Sul, Hemisfério Sul, Planeta Terra (a maior parte do tempo), Universo. Mulher, mãe, esposa, filha, nora, cunhada, neta, tia, amiga, irmã, cozinheira, leitora, carona, scrapper, navegadora. |
Oi Maysa… não conhecia teu blog, adorei já estás lá no GReader… categoria leitura básica rsrsrsrs
Concordo contigo quando dizes que não devemos expor uma criança desta maneira, achei indelicado e desrespeitoso, muitas vezes não nos damos conta que crianças são seres de direito e de opiniões! Adorei tua reflexão sobre este tema!
estrelinhas coloridas pra ti… para o resto da turma também…
Mi Müller´s last blog ..Fora parasitas!
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Oi Maysa !!!!
Caraca…. adorei o texto
e oha q nem vi o Hulk citado, mas ainda assim concordo com suas palavras, na maioria dos casos a culpa é mesmo dos pais que não dão limites aos pequenos…
A criança não tem q ser criticada dessa forma, pq as vezes a unica coisa que ela quer é um pouco de atenção….
Beijinhossss
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